Da percepção feminina parte II
Situações desesperadas requerem medidas desesperadas. Não dou nada que levante dúvidas sobre a veracidade dessa máxima essencialmente feminina. Desde o dia em que me mostrei visivelmente desesperada a uma amiga sobre as espinhas, que pipocavam em mim – do “alto” dos 23 anos, na pós adolescência, elas resolveram “dar as caras”. Ela sugeriu que eu fizesse uso de pomada vaginal nos locais, digamos assim, afetados.
Você deve duvidar de dicas assim. Ora, pomada vaginal tem sua indicação referente ao próprio nome... tal substância só tem efeito direto em mucosas, além do que nem todo mundo tem uma em casa. Sabonete íntimo ainda vai, mas pomada vaginal não é substância que consta em todo armário ou guarda-roupa. Em resumo, prego batido e ponta virada, não funciona diretamente. =X
Mulher tem resolução de improviso para (quase) tudo. Desde colocar durex em toda a extensão do salto da sandália nova pra ir pra festa e não estragar o produto, dar um “up” no Lib* com fita gomada (Lib não funciona para quem é provida, cara amiga), aparar a franja em casa, “reformular” o posicionamento da alça do soutien com a ajudinha básica de um clip de papel só pra não aparecer naquela blusa cavada, dar uma nova roupagem à velha velha velha velha meia-calça e colocá-la na cabeça pra não desmanchar a touca. Vez ou outra o batom assume a função do blush, o corretivo e a cinta assumem a posição do photoshop (e vice-versa), cera fria ao invés da quente, banho-maria ao invés do aparelho específico para o refil da cera roll-on, dentre outros ardis efetivos. Reitero: mulher tem resolução de improviso para quase tudo.
Você deve duvidar de dicas assim. Ora, pomada vaginal tem sua indicação referente ao próprio nome... tal substância só tem efeito direto em mucosas, além do que nem todo mundo tem uma em casa. Sabonete íntimo ainda vai, mas pomada vaginal não é substância que consta em todo armário ou guarda-roupa. Em resumo, prego batido e ponta virada, não funciona diretamente. =X
Mulher tem resolução de improviso para (quase) tudo. Desde colocar durex em toda a extensão do salto da sandália nova pra ir pra festa e não estragar o produto, dar um “up” no Lib* com fita gomada (Lib não funciona para quem é provida, cara amiga), aparar a franja em casa, “reformular” o posicionamento da alça do soutien com a ajudinha básica de um clip de papel só pra não aparecer naquela blusa cavada, dar uma nova roupagem à velha velha velha velha meia-calça e colocá-la na cabeça pra não desmanchar a touca. Vez ou outra o batom assume a função do blush, o corretivo e a cinta assumem a posição do photoshop (e vice-versa), cera fria ao invés da quente, banho-maria ao invés do aparelho específico para o refil da cera roll-on, dentre outros ardis efetivos. Reitero: mulher tem resolução de improviso para quase tudo.
Ela, negocia com a gravidade, com o cirurgião plástico, com a vendedora da loja, com os aparelhos da academia, com os prazos do trabalho, com o jantar romântico, com o local do jantar, negocia datas, preços, cores, formatos e recheios. Negocia promessas com o andar superior. Mas mulher não negocia as decepções nem a inabalável habilidade de sofrer por antecedência. Nesse contexto não importa as medidas desesperadas... mulher não tem muita paciência de esperar o acontecido e manda a parcimônia às cucuias.
A gente pode tornar quase tudo fake em perfeitável: a beleza, o corpinho desfavorecido pela genética ou pelos lanches vultosos, o cabelo, o humor externo, o limão em caipirinha, a pouca carne do almoço em estrogonofe no jantar, mas não consegue “fakear” o que está lá dentro. Tem coisas que a gente diz pra fora que valem um mundo de aborrecimentos do lado avesso. Aposta?
*Lib é uma ferramenta não tão moderna para a auto-estima feminina – leia-se aprumação de seios em roupas que não permitem o uso de soutien, e também não tão efetiva. E você não encontra a definição dele na wikipédia.
A gente pode tornar quase tudo fake em perfeitável: a beleza, o corpinho desfavorecido pela genética ou pelos lanches vultosos, o cabelo, o humor externo, o limão em caipirinha, a pouca carne do almoço em estrogonofe no jantar, mas não consegue “fakear” o que está lá dentro. Tem coisas que a gente diz pra fora que valem um mundo de aborrecimentos do lado avesso. Aposta?
*Lib é uma ferramenta não tão moderna para a auto-estima feminina – leia-se aprumação de seios em roupas que não permitem o uso de soutien, e também não tão efetiva. E você não encontra a definição dele na wikipédia.
Comentários
:**
beijos Mia
sete braços e até sete cérebros
mas, só tem um coração difícil de domar...
mulher é artista que encena a própria história e usa todos os artifícios possíveis para ser ainda mais mulher!
mtoo bom!
=*
Agora a pomada vaginal funciona? kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
beijos
Olha eu me considerava uma mulher pratica e decidida. Pode esquecer isso porque de uns meses pra ca eu virei mulherzinha mesmo. Ate cena de ciume eu ja fiz.
E já usei muuuuito Lib, colega. Agora eu recorro ao 'invisible bra' HAHAHAHAHAH
Eu sou muito provida de peitos, meu bem, e LIB não funciona pra mim.
Vc esqueceu do truque de passar vela no sapato novo para não machucar o calcanhar, assim como deixar jornal molhado para "enlarquecê-lo".
Adorei o texto, parabéns.
Bjs, bjs
como mulher é um ser complexo!!
se um dia eu conseguir entender uma, umazinha só, eu caso e viro o marido mais fiel e apaixonado do mundo.
Seu fiel
Pedro
Pra vc ter uma vaga idéia, pra poder exibir esse filme dessa vez eu tive que entrar em contato e falar por telefone com o pessoal da Universal Pictures!!